25/1/12

São Paulo multicor

 Minha São Paulo querida

Berço da desenvoltura,

Alavancando o progresso

De renomada estatura,

Na meiguice, ou na crueza,

Sua imponente beleza

Tem diversão e cultura.

 

Quando um imigrante deixa

Para traz a sua terra,

Seus costumes, sua gente,

Mesmo na paz ou na guerra,

Na tristeza, ou na alegria,

São Paulo é a garantia

De quem no alvo não erra.

 

Cada migrante que chega

Trazendo seu predicado,

Ajuda na construção

Desse importante legado,

Com essa atitude boa,

Hoje a terra da garoa

Tornou-se berço afamado.

 

Abraça seus filhos natos

Com a mesma distinção:

Valoriza quem batalha

Ganhando honesto seu pão,

Quem for à luta, ela ampara,

Mas se fugir, equipara

Com os caídos no chão.

 

Beijo a face multicor

Desta torre de babel,

Pelo seu aniversário,

Quero pintar um painel

Com as cores da emoção,

Gravadas no coração

Nestes versos de cordel.

criado por PedrO MonteirO    12:14:59 — Arquivado em: Artes

25/12/11

Feliz Natal e próximo Ano Novo

A você querid@ amig@
Eu venho aqui desejar
Feliz natal e também
Um ano espetacular:
Que 2012 venha
E cada pessoa tenha
Mil razões para amar.

 

criado por PedrO MonteirO    11:38:48 — Arquivado em: Poesia

4/9/11

O triunfo do poeta no Reino do Cafundó

 

Pedro Monteiro é um danado. Depois de visitar o universo dos heróis picarescos com Chicó, o Menino das Cem Mentiras e João Grilo, um Presepeiro no Palácio, Pedro se volta, agora, para cenários e personagens que fazem lembrar as Mil e Uma Noites. Mas não nos enganemos: O Triunfo do Poeta no Reino do Cafundó – lançado recentemente pela Luzeiro – integra o mesmo rol dos anteriores, embora, aqui, o burlesco não se revele de imediato e, mesmo no final, só seja percebido por olhares mais perspicazes. As estrofes do introito demonstram que a literatura é a soma do talento individual à capacidade de garimpar no inconsciente coletivo: 

Certa vez imaginando 
A nossa ancestralidade, 
Joguei luz no pensamento, 
E busquei na oralidade 
Histórias que se perderam 
No vão da modernidade. 

Peguei caneta e papel, 
Remexi nos meus lembrados, 
Invoquei sabedoria 
Dos nossos antepassados, 
Lembrei-me da minha avó 
Fazendo seus proseados. 

Ela falava que um reino 
Chamado de Cafundó 
Tinha um monarca viúvo 
De nome Halabadjó, 
Que dizia descender 
Do patriarca Jacó. 

Este Rei tinha uma filha 
Pronta para se casar. 
Por ela ser unigênita, 
Era preciso arranjar 
Um pretendente que fosse 
Apto para governar. 

Maristela era o seu nome 
Uma formosa donzela, 
O Rei invocou a Vênus 
Para ser tutora dela. 
Nos encantos, esta deusa 
Foi generosa com ela. 

Sua feição parecia 
O brilho celestial, 
Um primor de formosura, 
Uma arte escultural, 
Como o fulgor da aurora 
No rebento matinal. 

Foi assim que certo dia 
Halabadjó publicou 
Um edital informando 
Que sua corte aprovou 
E aquela sucessão 
Ele assim normatizou. 

A regra daquele edito 
Foi por um sábio proposta: 
Seria feito a disputa 
Entre pergunta e resposta, 
Somente o sábio dos sábios 
Venceria aquela aposta. 

(…) 

Aparecerá, depois, outro rei cruel, de nome Nagib, que mudará as regras do jogo e instituirá a pena de morte para quem não responder às suas ardilosas perguntas: 

Este Rei era Nagib, 
Homem de muita ruindade. 
Para com o Halabadjó 
Agia sem lealdade 
Pra transformar Cafundó 
Num império de maldade. 

Um poeta, de nome Valdemar, tentará interromper a cadeia de maldades impostas pelo tirano. Sua chegada ao reino e o encontro com a princesa Maristela é um interlúdio romântico, necessário à identificação do protagonista: 

Ela, quando viu o moço, 
Ficou impressionada, 
Sua beleza era tanta 
Podendo ser comparada 
Ao brilho do deus Apolo 
Sobre uma flor encantada. 

Não é novo na literatura de cordel o motivo das perguntas e respostas. Figura no grande clássico História da Donzela Teodora, de Leandro Gomes de Barros, e nas Proezas de João Grilo, de João Ferreira de Lima. Câmara Cascudo recolheu o conto As Perguntas de D. Lobo, reproduzido no Contos Tradicionais do Brasil, em que o personagem-título é derrotado por um moço que lhe faz a seguinte pergunta: “Quem é que nasceu de uma Virgem, batizou-se num rio e morreu numa cruz?”. D. Lobo, que era o Diabo sob disfarce, sem poder pronunciar o sagrado nome de Jesus, acaba derrotado. O rei Nagib da fabulação de Pedro, encarnando o mal absoluto, é uma caricatura do Diabo dos contos de adivinhação. 

Saudamos, assim, mais um triunfo do poeta Pedro Monteiro que a cada novo título enriquece mais o cordel, gênero que ele adotou como profissão de fé e ao qual tem prestado valorosos serviços. 

Esta e outras obras podem ser pedidas à 
Editora Luzeiro 
R. Dr. Nogueira Martins, 538 
CEP.: 04143-020 Saúde 
São Paulo – SP 
Telefone: (011) 5585-1800 
E-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br 

Postado originalmente em: http://marcohaurelio.blogspot.com/2011/09/mais-um-triunfo-do-poeta-pedro-monteiro.html

criado por PedrO MonteirO    20:22:11 — Arquivado em: Cordel — Tags:

11/8/11

MAR DE FELICIDADE

 

 
Se às vezes eu entristeço,
Amargando um alto preço
Nas cinzas da solidão!
Saiba, não é de maldade,
É só a dor da saudade
Roendo o meu coração.
 
Dou um beijo na emoção,
O bálsamo para unção
Mantenedora do alento,
Pois com leveza na alma,
Eu posso manter a calma
E findar meu sofrimento.
 
Do mais puro sentimento
Forjo no meu pensamento,
Belo e florido jardim!
Assim, retiro a tramela,
Vejo você na janela
Dando um buquê para mim.
 
Do vira-mundo, e por fim,
Nas asas dum querubim
Tenho alegria sem par!
Daí me vem à verdade,
Num mar de felicidade
É onde eu vou navegar…

 

criado por PedrO MonteirO    10:10:11 — Arquivado em: Poesia, Sem categoria — Tags:

23/4/11

REFLETINDO A PÁSCOA

Estando em tempos de PÁSCOA
É preciso examinar
O que foi feito de errado
E tratar de consertar,
Fazendo a reflexão
Sobre a ressurreição,
E um novo rumo tomar.

Busco lá nos meus lembrados
Um sentimento fecundo
Por todos discriminados
Que são tantos neste mundo,
Se pudesse, os amparava,
Com muito gosto mudava
Tudo isso num segundo.

Inserido nessa teia
Pouco eu posso fazer,
Ao bem da humildade
Ouça o que vou lhe dizer:
Desejo paz para o mundo
Com um desejo profundo
Do homem se refazer.

criado por PedrO MonteirO    02:19:12 — Arquivado em: Poesia — Tags:

8/3/11

DIA DE UMA NOVA MULHER

 

Igualdade de direitos
Não é conversa qualquer,
É panela de pressão
Na qual eu ponho a colher,
Temperando com poesia,
8 de Março é um dia
Que enaltece a mulher.

É dia internacional
De consciência e de luta,
Sua bandeira propõe
Igualdade absoluta.
No atiçar dessa lenha,
Inteligência é a senha
Na engajada conduta.

A nossa cultura tem
Conceitos ultrapassados,
Por vez a mulher se acha
Com seus direitos negados,
Não por sua competência,
Mas, vítima da negligência
De setores retardados.

Por isso mesmo eu prefiro
Ficar do lado de quem
Na luta por igualdade
Não discrimina ninguém.
Revê o seu prejuízo,
Mas faz o melhor juízo
Dando valor a quem tem.

Assim, coloco meu traço
Ao lado de quem trabalha
Construindo um novo tempo,
Desafiando a navalha.
Que o dragão se contenha,
Pois as Marias da Penha
Não fogem dessa batalha.
 

 

 

criado por PedrO MonteirO    13:41:13 — Arquivado em: Poesia — Tags:

16/1/11

OFICINA DE CORDEL NO ÔNIBUS BIBLIOTECA

de Carmelita

 

*****

No Ônibus Biblioteca
Em Cidade Tiradentes,
Eu conversei com leitores
Para deixá-los contentes,
Mostrei-lhes minha alegria
Falei da minha poesia
Com as formas diferentes.

Apresentei meu Cordel,
E propus incentivar
O gosto pela leitura
Em busca dum novo olhar,
Com altivez e postura
Enaltecendo a cultura
Dessa arte popular.
 

criado por PedrO MonteirO    20:17:20 — Arquivado em: Poesia

24/11/10

EJA: UM PASSO IMPORTANTE PARA A CIDADANIA

Na educação do jovem
E daquele já adulto
E ainda analfabeto,
Por isso eu acho um insulto!
E assim devo dizer:
Quem tem o dom do saber
Não deve deixá-lo oculto.

Passe para frente o seu
Valioso aprendizado.
Não retenha este poder
Pra não ser penalizado,
Com a dor na consciência,
E vendo por consequência
Nosso Brasil atrasado.

A EJA é como a luz
Clareando nossa lida,
Quebrando, nós e estorvos
Acumulados na vida,
Os sonhos conquistaremos
E dessa forma teremos
Boa sorte garantida.

É como se nos abrissem
Os olhos para enxergar
Um caminho que conduza
Para melhor prosperar,
Sem seguir passos medonhos,
Só alimentando sonhos
De um novo tempo chegar.

Aqui vou me despedindo
Revigorado e contente,
Presenciei vários rostos
Com um olhar sorridente,
De certo, já devem ter
Bom gosto no aprender
Ver o mundo diferente.
 

criado por PedrO MonteirO    00:17:57 — Arquivado em: Cordel — Tags:

19/7/10

O HOMEM VIRTUOSO

 

 
Quem tem valor nem precisa
Dizer que tanto merece.
O Homem que é virtuoso
A história reconhece,
Por seu jeito solidário
Só larga mão do rosário
Se o milagre acontece.

Este rosário é motivo
Desta grande invocação,
Por está representado
No símbolo da união
Do povo que tá lutando,
Um tempo novo buscando
Pra sua reparação.

E assim, por sua luta
Merece ser compensado,
Pelo seu passado limpo
É bom que seja lembrado!
Pois, sendo viva memória,
Na página da nossa história
Terá de ser consagrado.

criado por PedrO MonteirO    01:21:53 — Arquivado em: Poesia — Tags:

18/7/10

CHICÓ, O MENINO DAS CEM MENTIRAS

O poeta, ator teatral e agitador cultural Pedro Monteiro estreou com o pé direito na Literatura de Cordel, com o precioso folheto Chicó, o Menino das Cem Mentiras.

Pedro foi buscar inspiração nos contos populares para compor a célebre figura do mentiroso presente em todas as literaturas de todas as épocas.

Meu estimado leitor,
Peço aqui vossa atenção
Pra falar dum Coronel,
Um homem sem coração,
Que se rende a um menino,
Como segue a narração:

O Coronel atendia
Por nome de Nicanor,
Era um sujeito perverso
Do coração sem amor,
Que oprimia e matava
O povo trabalhador.

Aos berros ele dizia,
Batendo forte no peito,
Que o desígnio da morte
Era o seu maior feito,
E só quem ele queria
À vida tinha direito.

Do jovem ao ancião,
No chicote ele tratava,
E quando ouvia um não,
A sua ira aumentava,
Mesmo que fosse mulher,
Sem piedade a matava.

Como todos têm seu dia,
O Nicanor teve o dele.
Estando preocupado
Com um assunto que ele
Preferia nem lembrar
Para não se sujar nele.

Buscando descontração,
Mandou rodar a notícia,
Prometendo pagar bem
Pra quem, com muita perícia,
Fosse lhe contar lorotas,
Que não tivesse malícia

(…)

Para adquirir este e outros grandes títulos, entre em contato com a Editora Luzeiro. Fone: (11) 5585 1800 E-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br

criado por PedrO MonteirO    16:33:04 — Arquivado em: Cordel
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